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Cartas

Nem de longe te prometo perfeição

Filha, nem de longe posso te prometer perfeição. Ser uma mãe sem erros está totalmente longe do meu alcance. Mas posso te prometer que buscarei, com todos os meus esforços, ser um pouquinho melhor a cada dia.

Não te prometo nunca falhar, não nasci pronta. Mas buscarei aprender com todas as minhas imperfeições, levando um pouquinho mais de sabedoria para a próxima oportunidade.

Não te prometo perfeição, porque a cada dia que você aprende comigo, na verdade eu estou aprendendo muito mais com você. Mas posso te prometer, com toda certeza, pedir desculpas e reconhecer meus erros sempre que eu me enganar.

Estou bem longe da perfeição minha menina, mas posso te prometer, com todo o meu amor, que sempre terá meu melhor sorriso para te encorajar em todos os obstáculos do caminho.

Não te prometo ser perfeita, mas não quero nunca que se esqueça que meu colo e meus braços sempre estarão disponíveis pra você, mesmo quando chegar o dia, em que não caberá mais neles.

Seria engano te prometer até algo próximo da perfeição de, a maternidade é na verdade um caminho de desconstrução, e muitas delas doem bastante. Mas posso te garantir que estou de coração aberto para todos os aprendizados que ela me trouxer.

Estamos juntas nesta, não é mesmo? Aprendendo, errando, evoluindo, amando. Muitas coisas acontecerão, mas posso te garantir que estou aqui pronta para fazermos uma excelente dupla nessa jornada.

Filha, não te prometo perfeição, muitas vezes eu vou errar, vou dizer coisas que não queria dizer, serei injusta ou deixarei meus próprios medos abalarem a confiança que tenho em você, mas, não duvide em nenhuma circunstância, em nenhum desses momentos, do grande e imenso amor que sinto por você.

Cartas

A mamãe estará aqui

Se você acordar assustada, ainda recém-nascida, e olhar para os lados tentando reconhecer sua nova casa….não sinta medo, a mamãe estará aqui.

Se quando estiver começando a se equilibrar nos primeiros passos, sentir medo de soltar a mão do sofá, não se preocupe, a mamãe estará aqui.

Se no seu primeiro dia na escolinha, você se sentir insegura para entrar nesse novo mundo, confie, pois a mamãe estará aqui.

Se quando a adolescência chegar, você se sentir sozinha e incompreendida, não esqueça nem por um segundo que a mamãe estará aqui.

Se você se sentir confusa entre dois caminhos e a indecisão te tirar o sono, te tranquiliza, a mamãe estará aqui.
Se alguma tristeza partir seu coração e você não conseguir ver nenhuma saída, não esqueça nunca que a mamãe estará aqui.

Não vou poder garantir que nenhuma dor te atinja e nem escolher seus caminhos. Não vou trilhar por você, as estradas que deve trilhar, nem resolver todos os problemas, muito menos te proteger de tudo que possa te machucar.
Mas independente de qualquer coisa, saiba que sempre, a mamãe sempre estará aqui.

Poemas e Poesias

Eles sempre vão precisar do seu abraço

Quando bebês, eles precisam do seu abraço para crescerem da melhor forma possível. Seu abraço é um indicativo de que tudo está bem, que eles podes relaxar que estão seguros.

Quando forem um pouquinho maiores, já andando, ganharão o mundo. Vão querer descer do seu colo para explorar tudo ao seu redor. Você vai sentir um apertozinho no peito, mas fique tranquila e observe, volta e meia eles vão voltar e procurar seus braços. Seus abraços são uma mostra de que podem sair explorar e conhecer o mundo que,sempre terão para onde voltar.

Quando crescerem mais um pouco, pode ser que o número de vezes que irão procurar por seus braços diminua, mas nem por isso estarão menos necessitados deles. Quando o mundo se descortina e novos desafios começam a aparecer, seu abraço, mais do que nunca, é um porto onde sempre poderão encontrar conforto e também uma bússula, onde poderão encontrar a melhor direção a tomar.

Quando eles tiverem um outro ser a quem dar os abraços, voltarão e precisarão dos seus. Neles eles vão dizer: “hoje te entendo mãe”. E seus braços são a maneira de você dizer que nunca estarão grandes demais para você e que em seu abraço também cabe esse novo ser e que quando os braços dele estiverem cansados, encontrarão nos seus um amor duplicado.

Quando estiverem um pouco mais velhos, procurarão seus abraços, mas muitas vezes você precisará tomar a iniciativa, porque saberá que precisam. Eles são a cura para as dores da alma, para os machucados que o mundo faz, serão a calma da infância em uma vida adulta, serão de novo o acalento e o anunciar de novas esperanças. Seus abraços dirão que por mais que seja difícil, eles estarão ali para recarregá-los, para sustentá-los e mostrar a eles que o amor tudo pode.

No dia em que eles não puderem mais encontrar seu abraço, sentirão saudades, sentirão a falta que ele faz e então pensarão no porque não te abraçaram mais.

Por isso, vai lá, pegue seu filho no colo, o abrace, quantas vezes você puder, com todo o amor que tem no coração, dê a ele a certeza do seu aconchego.

Mas também vai lá, procure sua mãe, a abrace com força, com amor e com gratidão, e não precisa dizer nada, ela entenderá…

Poemas e Poesias

Daqui até a eternidade

E eu soube no momento em que peguei aquele teste positivo nas mãos que, o que me esperava, era uma tarefa perpétua e ininterrupta.

Eu senti que, a partir daquele momento, independente de qualquer coisa, não haveria um só dia que não pensaria nelas, que não desejaria protegê-las com todo o meu corpo e que não passaria uma noite sem que fizesse a elas uma prece com todo o meu coração.

Senti na alma que, perto ou longe, pequenas ou grandes, agora ou construindo seu próprio caminho, eu sempre estaria com elas de alguma maneira. Isso seria inegociável.

Afinal, uma vez que se é mãe, pelo tempo que for, da forma que for -  acredite em mim - se é do momento em que se descobre até a eternidade.♥️
Crônicas

Nada nesse mundo te prepara para ser mãe

Nem filmes, nem livros, nem a narração de outras pessoas… você pode tentar acumular a maior parte de carga de informação possível, mas nada nesse mundo — com exceção da própria experiência — é capaz de dizer a grandiosidade que a maternidade é.

Não adianta, nada vai te preparar, a gente pode pensar, imaginar e até mesmo idealizar, mas não tem jeito, nada se compara com o momento que sentir cada uma das emoções que envolve, engrandece e torna essa experiência única como ela é.

Você entra nesse caminho sem treinamentos e vai aprendendo tudo pelo trajeto. É como pular de um penhasco e ter que construir o avião no caminho. E todas aquelas dúvidas de como agir? Você vai saber, a gente sempre sabe! E se não soubermos, aprenderemos a buscar respostas como nunca fizemos antes na vida.

Essa busca faz com que a experiência da maternidade seja, não a única, mas uma das mais ricas e maravilhosas. Uma verdadeira estrada para o autoconhecimento.

E se ainda formos pensar que, cada mulher a viverá de uma maneira, e a perceberá de uma forma diferente, ela se torna ainda mais fascinante.

Por mais que você tente explicar, a sua experiência é exclusiva, ímpar, original. Tudo que você viveu antes vai ajudar a formar a mãe que você se torna. Assim como, a maneira que você leva a maternidade te ajuda a ressignificar tantas experiências do passado. Você jamais será a mesma!

É uma constante metamorfose. A mãe que pegou o exame positivo nas mãos, não é jamais a mesma depois do parto. A mãe de hoje, já é totalmente diferente da de ontem e nunca poderá ser comparada com a de amanhã.

Porque assim como acontece com várias outras experiências transformadoras, é a soma de todas essas coisas — que muitas vezes julgamos cotidianas — que resultam em grandes mudanças!

E olha, posso te dizer, essa é das grandes!!!

Crônicas

A mão da mãe

Ela aparece meio tímida nas fotos e nos vídeos. Hora segurando uma mão, outras vezes aparando as costas para evitar um acidente ou ainda fazendo um cafuné discreto. Embora não seja a protagonista da imagem, ela representa muito mais do que é visto.

Ela é força que segura nos braços o novo ser que acaba de chegar, que o afaga, que o sustenta. Ela também faz coisas, muitas coisas, coisas essas tão essenciais para o filho crescer bem e saudável.

Ela sustenta a criança que está aprendendo a andar. Fica firme, a postos esperando, caso o filho precise, se segurar.

Ela é acalento, é aconchega, é o cafuné que cura as dores de um joelho ralado ou de um coração partido.

Ela também é cuidado para passar um remédio após uma queda, para medir uma febre, para dar um banho revigorante.

Ela é o aceno de certeza de que as coisas darão certo nos desafios da vida.

É quem ensina a colorir, a pintar e escrever.

Ela mostra, aponta, desperta as curiosidades para as maravilhas do mundo.

Muitas vezes elas se tomam de movimentos mais calorosos, quando está tentando nos explicar onde erramos.

E juntas são a oração silenciosa e verdadeira de uma mãe que sempre está olhando pelos seus filhos, sejam bebês ou já adultos, estejam estes perto ou longe.

Ela traz a certeza de que nunca somos deixados à mercê, que sempre teremos com quem contar, sempre a teremos, em qualquer circunstância.

A mão da mãe está sempre ali, comece a observar!

Crônicas

As perguntas da infância e o que sabemos sobre o mundo

Prepare-se! Eles vão te perguntar sobre o azul do céu, porque os peixes moram embaixo da água e de onde vêm os bebês. Mas também vão perguntar o que é felicidade, porque dar risada deixa o coração feliz, e porque ainda tem gente que não tem o que comer neste mundo.

Vão querer saber, quase a todo momento, se o aniversário está chegando, o significado de palavras complicadas e entender mais sobre os pequenos insetos que moram no quintal Também vão querer saber do que você brincava quando era criança, porque os adultos são tão sérios e se podem ser astronautas quando crescerem.

As perguntas da infância podem ser tão simples e ao mesmo tempo tão profundas. Podem mostrar a curiosidade de quem desembarcou neste mundo há pouco tempo, ao passo que carrega uma sabedoria de quem sabe muito sobre essa vida.

Eles são os olhos curiosos que, depois de adultos, muitas vezes, deixamos de ter. Trazem os questionamentos que nunca devemos deixar de nos fazer, provocam as reflexões que nos deixam inquietos enquanto não soubermos as respostas.

Mas ao mesmo tempo eles trazem a certeza de que somos todos aprendizes e que, por mais que nossa experiência de vida nos coloque no lugar de vantagem nessa conversa, são eles que nos levam em busca das melhores respostas.

Respostas essas que não temos na maioria das vezes. O que seria de mim sem o Google para responder as questões mais técnicas e científicas. E o que seria de mim sem elas para me lembrar que ainda sou criança em tantos assuntos.

As perguntas da infância nos mostra que sabemos muito sobre tanta coisas, e nada sobre tantas outras. E que há uma beleza incrível nisso!

Nos coloca no papel de alunos da vida, de curiosos novamente, de desbravadores de todas as maravilhas que existem nessa vida para se conhecer.

Crônicas

A maternidade é como videogame

Quando estamos com um bebê nos braços e lidamos com situações difíceis sempre ouvimos o famoso conselho de que vai passar. De fato passa tá? Mas não quer dizer que fica mais fácil, na verdade acho que vai ficando tudo mais desafiador.

A gente troca as noites acordadas pelas mamadas por outros motivos, as horas fazendo papinhas por horas de conversa, os momentos de brincadeiras por horas em que você tenta entender a cabecinha e as necessidades daquele filho que cresce velozmente bem na sua frente.

Sábio foi quem disse que a maternidade era como um vídeo game. Cada fase mais ficando mais ávida da gente, das nossas habilidades, exigindo mais paciência.

E não estou aqui dizendo que ter um bebê não é trabalhoso. Oh céus, é sim! Mas as coisas não ficam mais fáceis, só trocamos o esforço físico pelo esforço mental.

Se antes correr o dia todo atrás de uma criança que acabou de descobrir que podia andar nos deixavam muito cansadas, o cansaço agora é mental, é emocional.

Eles vão crescendo e deixando de deter tantos cuidados físicos, mas cada vez mais requerem cuidados com as pessoas que se tornarão no futuro, por isso requerem cada vez mais exemplos, demandam aprendizados para entenderem e saberem como lidar com os problemas reais da vida.

É quando os conflitos começam a aparecer — e não é mais sobre emprestar ou não o balde do parquinho — que eles vão colocar a prova tudo o que aprenderam conosco.

É quando eles não souberem o que fazer diante de uma situação que vão olhar pra nós e ver como lidamos com as nossas próprias batalhas do dia a dia.

E isso não se ensina com horas de sermões, é com o exemplo, porque não há melhores alunos e professores do que nossos filhos. Eles não nos deixam fingir, não há como falar uma coisa se agimos de outra maneira na vida. Não há pompas ou apresentações nessa aula. Eles estão ali, desde o começo absorvendo tudo, observando tudo e aprendendo tudo, conosco.

Somos desnuados e colocados à prova a todo momento. E nessa jornada de criar crianças do bem, de deixar filhos melhores para o mundo, é quando nos encontramos com nossas próprias falhas. Damos de cara com nosso melhor e também com nosso pior. A busca por autoconhecimento e aprendizado são constantes, melhorando a nós, ensinaremos melhores formas de viver.

É quando a gente percebe que a maternidade tem muito mais a ver com a gente do que a gente pensava no começo. É uma trilha de transformações sem volta, sem tréguas. É preciso sabedoria para reconhecer nossas falhas, esforço para buscar as melhorias, paciência e amor nesse processo. E principalmente humildade para mostrar que, conscientes disso, mesmo longe da perfeição, somos o melhor que podemos ser hoje.

E isso cansa, muito! E mexe com a gente, demais! E lembramos das noites mal dormidas por causa das mamadas e entendemos agora seu valor.

Mas, quando vemos nossos passarinhos alçando seus voos lidando com as diversas situações da vida, quando vemos que podemos ter falado muito sobre um assunto e ensinado de todas as formas e pareciam não escutar, mas quando chegou a hora tomaram a decisão certa, vemos que estávamos o tempo todo ensinando e eles estavam o tempo todo aprendendo. E vice-versa.

Quando vemos que nosso esforço está valendo a pena, que sensação maravilhosa que dá. Dá medo enfrentar o chefão das fases do vídeo game, mas quando a gente vence, vemos o quanto valeu a pena.

Crônicas

A maternidade e todos os seus sentimentos contraditórios

Perto do Dia das Mães, como de costume, meu celular foi invadido com centenas de mensagens relacionadas à data. Em uma delas, um vídeo em que a pessoa recitava um poema que contava o quanto das mães podem ser contraditórias, me chamou bastante atenção.

Uma hora falam uma coisa, e já voltam atrás. “É alegria no choro, é carinho na raiva. Jura que nunca mais e no minuto seguinte promete que vai ser pra sempre.” Dizia o texto. A justificativa? “Que filho não vem com manual de instruções e que para conduzir os filhos no mundo é preciso ir aprendendo no caminho.”

Achei engraçado porque vi muito da minha mãe nele, e me vi muito, também. A maternidade me trouxe uma série de sentimentos contraditórios. A começar por um monte de coisas que eu disse que não faria antes de ser mãe. A lista não é pequena, diga-se de passagem.

Se, numa hora desejo que o tempo voe para que um dia ruim termine logo, em seguida, torço pra passar tudo bem devagarinho para que não cresçam tão rápido.

Se, desejo em alguma momento que sejam logo maiores e mais independentes, em outro, se tivesse um único desejo pediria para que fossem crianças pra sempre.

Torço para que durma logo, mas vou lá não sei quantas vezes na cama para verem se estão bem.

Quantas vezes digo que quero ficar sozinha, mas é só a casa ficar em silêncio que fico procurando por elas.

A maternidade me trouxe medos, muitos medos. Trouxe um medo muito grande da morte, mas também me trouxe uma coragem que nem imaginava que tinha para enfrentar a vida.

Trouxe preocupações, mas também trouxe leveza.

Deixou minha vida muito mais complicada, mas como pode, depois das minhas filhas, a vida ficou muito, mas muito mais simples.

A maternidade, ao mesmo tempo que me trouxe novos sonhos me fez ver o quanto valeu a pena tudo que foi vivido.

Ao mesmo tempo que me fez uma nova mulher, me faz resgatar tantas coisas da minha vida.

Ser mãe me faz ter tanta saudade do que eu era, mas me fez amar ainda mais quem me tornei.

A maternidade me trouxe muitas dúvidas, diariamente, mas me traz todos os dias inúmeras certezas.

Crônicas

O casamento depois dos filhos

Eram quase 23h. Sentamos os dois no sofá e nos olhamos por algum tempo. Imaginei o que estaria passando pela cabeça daquele homem que há algum tempo eu dividia a vida. Muita coisa tinha mudado desde a época que nos conhecemos. O olhar estava visivelmente cansado e me peguei pensando o que estaríamos fazendo, naquele momento, se não tivéssemos tido o dia que tivemos.

Desde a chegada da nossa filha mais velha vivemos tanta coisa em tão pouco tempo, nem de longe a nossa vida parecia a mesma. Era como se tivéssemos entrado em um trem que nos levou a um lugar totalmente desconhecido e cheio de surpresas.

Tiveram momentos que acreditamos que o amor havia acabado, outros que julgamos de fato que estávamos vivendo com um estranho e aqueles momentos que até chegamos a nos perguntar onde foi que nos perdemos.

Na verdade tínhamos toda razão. Já não éramos mais os mesmos. E o fato do nosso casamento nunca mais ser o mesmo não é necessariamente uma coisa ruim.

Literalmente a vida era outra agora.

Antes, quando éramos uma dupla, só nós dois. Não haviam fraldas sujas, noites intermináveis, choro daqui, colo dali. Não havíamos que começar a nos arrumar 2 horas antes de sair, nem que voltar várias vezes em casa porque esquecemos alguma coisa.

O cansaço não estava tão acumulado, não brigávamos porque um pegou o copo errado e isso desencadeou uma acesso de choro da caçula. Não havia rotina do sono que duram 4 horas.

Sem dúvida nossa relacionamento era diferente. Mas assim como tanta coisa em nossas vidas, nosso relacionamento jamais voltará a ser como era antes. E muito menos nós!

Sempre vemos tantos casais com um certo pesar sobre isso, mas faz parte da evolução, assim como morar junto jamais será igual namorar. Cada fase tem seus encantos e desencantos. Bate a saudade, eu sei, a única coisa que não podemos é criar uma expectativa de que um dia as coisas voltarão a ser como antes e deixarmos de viver esse e caramba, que presente.

Ter filhos é transformador, é uma mudança de vida, de paradigmas, é um caminho de autoconhecimento sem volta. E quando entramos na estrada, quem está do nosso lado também vive suas experiências pessoais que reflete na vida do casal.

Enfrentamos desafios e são neles que, dentre todos os sentimentos, o companheirismo aflora. Na hora da fraqueza, da dúvida e do sufoco, é que fortalecemos os laços, cultivamos a empatia. A admiração aumenta, traz qualidades que podem ter passadas despercebidas. E o amor? Vemos que ele pode ser muito mais do que imaginamos. É nesse momento que reconhecemos, descobrimos e lembramos o porquê de estarmos juntos.

Lembrar disso, deixam as coisas mais leves, porque criar filhos têm perrengues, mas a gente se diverte demais. Envolvem tantas coisas, momentos únicos que passam antes que possamos perceber que eles não irão voltar.

Uma hora, não muito longe, as crianças crescem, logo seremos nós dois com mais tempo novamente. Olharemos para traz e veremos que “de tanto não parar a gente chegou lá, do outro lado da montanha onde tudo começou” e que voltamos mais fortes, mais unidos e mais certos das nossas escolhas.